sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Dionísio, o Deus grego das festas, da loucura e da resistência popular

Uma das minhas músicas favoritas do Chico Buarque é Vai Passar. Ela fala sobre a classe mais oprimida e explorada da população, da sua história, do sofrimento de seus ancestrais que, ao romper os grilhões da escravidão explícita, jogaram-se nas redes da escravidão velada do trabalho assalariado e que em "um dia, afinal, tinham o direito a uma alegria fugaz, uma ofegante epidemia que se chamava carnaval."
E o carnaval, o "sanatório geral", teve sua origem nos idos da antiguidade. Eram as festas em honra ao Deus Dionísio (que na cultura romana tem um "similar", um Deus que supostamente teria as mesmas características chamado Baco). Os livros da "História oficial", aquela que aprendemos na escola, apresentam Dionísio como o Deus do Vinho. O culto desse Deus, entretanto, possui uma relação muito grande com a transformação que a sociedade grega vinha sofrendo, quando as tribos iam sendo transformadas em parte de um Estado, a famosa "democracia" grega. Existe um texto ótimo que li uma vez na casa de um amigo (Se não me engano é o Bertolt Brecht, mas não tenho certeza) que fala sobre a relação entre as festas em honra a Dionísio e Apolo e essa transformação. Dionísio era o Deus "do povo", representava a agricultura, a Natureza, uma espécie de aspecto livre e indomável do ser humano que colocava em risco a organização de uma sociedade onde o poder e a riqueza eram "verticalizados" (hierarquizados, concentrados, resumindo, uma sociedade injusta). Assim, criaram-se as festas em honra a Apolo, que aparentemente eram semelhantes as dionisíacas, mas com diferenças imperceptíveis que puderam, ao longo dos anos, "domar" os povos mais resistentes. Uma dessas diferenças era o fato de a festa ser na cidade, o que possibilitava um maior controle sobre as pessoas e firmava a ideia de centralização.
O principal marco dessa "troca de festas e divindades" talvez seja o desarraigamento do ser humano de sua Mãe Terra. O ser humano passa a não mais compreender-se como parte da Natureza e esse é um elemento fundamental para a centralização do poder político e econômico.
O estudo das escolas literárias também nos apresenta uma relação de antagonismo entre Dionísio e Apolo. Segundo Nietzsche, a visão apolínea caracteriza-se pela ênfase em uma postura objetiva, racional, analítica, fundamentada no real. Por outro lado, a visão dionisíaca é caracterizada por uma postura emocional, subjetiva e idealista.
Dionísio, portanto, é o Deus não apenas das festas, do vinho, das grandes celebrações caracterizadas por "orgias" e "bebedeiras". É, sim, tudo isso, mas com o sentido de libertação do ser humano. Libertação esta que vem da própria Natureza humana de animal com desejos, impulsos, sentimentos e que acaba sendo aprisionada em "regras de conduta social". 
É o Deus da loucura porque louco é aquele indivíduo incapaz de adequar-se ao modelo de conduta que lhe é imposto (ou é capaz, mas não o faz por vontade própria). É o Deus da resistência popular porque em um época em que a sociedade matriarcal, baseada em relações estabelecidas pela "ordem natural" do ambiente também natural (observada na agricultura, nas estrelas nas estações do ano, na reprodução dos animais, etc) transformava-se em uma sociedade baseada na propriedade privada e na organização hierárquica, seus cultos representavam a negação da segunda em defesa da primeira.




A Balada do Louco representa muito bem o antagonismo existente entre o indivíduo dionisíaco, que não se atém às regras sociais de conduta e o indivíduo apolíneo centrado e sua busca por manter-se na sociedade (através do comportamento e das posses, que dizem muito sobre os indivíduos na nossa sociedade). Observem que "pensar que Deus sou eu" é uma negação a uma estrutura hierárquica em que existe um Deus (único e macho) que domina a todos (no caso da Grécia antiga, Zeus ocupava esse "cargo". Ainda que fossem politeístas, a ideia de hierarquia já era imposta sobre as Deusas e os Deuses.)


quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Afrodite, a Deusa grega da beleza e do amor

O amor atraído por Afrodite é grande... é apaixonado... é verdadeiro. Afrodite é o arquétipo da sexualidade e da sensualidade. Afrodite é filha do Céu e do Mar, a Deusa Mãe original em muitas tradições, e o primeiro fruto da separação do céu e da terra. Como foi gerada no mar, é a filha do começo, é a figura que, igual a Deusa original, volta a unir as formas separadas de sua criação. Nesse sentido, Afrodite "nasce" quando as pessoas recordam, com alegria, o vínculo que une os seres humanos com os animais e com toda a natureza e ainda, quando percebem esse vínculo como uma realidade clara e sagrada. O mito sugere que isso aconteceu mediante o amor. A união se converteu em reunião, pois o amor que gera vida se faz eco do próprio mistério da vida. A união é reunião como a fertilidade é renascimento. Essa concepção se manifestava cada primavera no banho ritual de Afrodite que renovava sua virgindade e a da terra. As Horas, as primeiras à vestir Afrodite quando nasceu, são também Deusas das estações, que são as horas do ano e, na primavera, quando nasce o ano, a vestem de novo, ajudadas pelas Graças... 
Como Deusa do mar, se desliza por cima das ondas sobre o lombo dos delfins; como Deusa dos animais, faz com que o desejo os impulsione, atraindo-os entre si; como Deusa da terra em seu aspecto fértil, através da chuva reúne o céu e a terra, e faz com que as sementes da terra úmidas brotem raízes e folhas. Como Deusa do céu, viaja pelo ar em carruagens de cisnes e gansos, e se senta sobre um trono de cisnes. 
“Vênus foi a primeira em despojar os homens do aspecto feroz que lhes era peculiar. Dela foi que nos vieram o atavio e o cuidado do próprio corpo." A figura da Afrodite Urânia, Afrodite celeste, inspirava a possibilidade de um amor global e incluía a paixão pelas idéias e sugeria a paixão da alma onde quer que estivesse. Afrodite Pandemo, literalmente Afrodite do povo, põe em relação à toda humanidade através do vínculo comum da natureza: era a imagem de um tipo de amor mais terreno e direto no qual todos podem tomar parte. 
Casou-se com Hefesto e esse foi um casamento de muitos episódios de relações amorosas infiéis. Com Ares, a Deusa teve três filhos: uma filha, Harmonia e dois filhos, Deimos (Terror) e Fóbos (Medo). A união entre estes dois deuses, o amor e a guerra, são duas paixões incontroláveis, as quais se em perfeito equilíbrio, poderiam estabelecer a harmonia. Afrodite também uniu-se a Hermes e dessa união nasceu um deus Hermafrodito, que herdou a beleza de ambos os pais, trouxe igualmente consigo seus nomes, e teve as características sexuais de ambos. 
Afrodite é uma divindade da Lua Cheia, a qual sustenta e nutre a vida. Seus poderes são maduros, cheios de vida e poderosos, mas ela também protege ferrenhamente tudo aquilo que cria. Por simbolizar o amor e a fertilidade, seus símbolos são as vacas, cervos, cabras, ovelhas, pombas e abelhas. A Deusa presidia ainda, os casamentos, os nascimentos, mas particularmente à galanteria. 
Quando Afrodite está ativa e presente em nosso íntimo, um magnetismo pessoal nos induz a caminhar em um campo eroticamente carregado de intensa percepção sexual. Nos tornamos mais "quentes", atraentes e vibrantes. Há uma magia no ar e um estado de encantamento e louca paixão é evocado. 
É a energia sutil de Afrodite que nos faz ver o mundo não como algo codificado, mas sim, se apresentando com uma fisionomia, um rosto, revelando sua imagem interior. É só através dos olhos de Afrodite que vislumbramos o mundo nas suas diversas e infindáveis cores, cheiros, sabores, sons... 
Se o mundo é tão belo, por que não sofisticarmos nossa percepção? Perceber é o modo de conhecer o mundo e, a nossa deusa Afrodite é pura sedução e nos revela a nudez das coisas, de modo a nos mostrar a sua imaginação sensual. 
As flores sempre foram associadas a todas as deusas do amor e beleza, pois elas representam a sexualidade da natureza. Elas representam os órgãos sexuais mais belos que conhecemos. A associação simbólica das flores e os órgãos sexuais de uma mulher está em sua natureza delicada, na maneira pela qual brota, floresce e abre-se, fazendo-se vulnerável para a polinização e fertilização com outras. É exatamente este o motivo pelo qual as flores são o presente mais comum ofertado entre amantes, pois simboliza a beleza da sexualidade humana. 
As principais flores associadas com Afrodite são: a rosa vermelha, o jasmim, a orquídea, papoulas e o hibisco. 
Afrodite chega em nossas vidas para nos ensinar a dança do amor. Nos fará recuperar o respeito próprio e aprenderemos a nos aceitar como realmente somos. Toda a mulher que deseja buscar a consciência perdida de Afrodite precisa começar a amar e acalentar o seu corpo, tal como ele é. 
O primeiro passo para explorar este domínio perdido é através da dança. Dance em sua casa ou saia para dançar, este é um dos melhores remédios para nos aceitarmos e nos conhecermos melhor. Quando estamos em harmonia com nosso corpo um grande milagre se opera: começamos a sentir verdadeiramente. Há uma espécie de derretimento de defesas interiores e uma abertura se concretiza, liberando uma sensibilidade à disposições e atmosferas mais sutis. 

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Vênus


Virgem que veio do mar
Estrela sempre luminosa da manhã
Deusa radiante da beleza feminina
Amante do encanto virginal da sensualidade
Vênus eterna da tolerância e beleza
Baila na luz, oculta dentro de nossos olhos
Sensualidade feminina
Eternamente revelada na mulher.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Ixchel, a deusa da Lua maia

As artes da música, da cerâmica e da caça foram colocados sob a proteção do Sol, enquanto que a gravidez, o parto, as colheitas e a tecelagem eram da alçada da Lua. Paradoxalmente, vemos no códice esta figurada em suas manifestações hostis e negativas e até destrutivas. Ixchel é entre outras, a deusa das inundações e aparece também, como uma velha colérica, cercada de símbolos fúnebres, uma serpente enrolada sobre o seu crânio, ossadas esparsas e fixas sobre uma saia e garras de rapina à guisa de unhas. O nascimento, a morte...., dois traços ambivalentes, mas que sempre fizeram parte do pensamento indígena.
A deusa Ixchel foi adorada pelos maias da península do Yucatã, em Cozumel, sua ilha sagrada. A deusa da Lua e da Serpente ajuda a assegurar a fertilidade pelo fato de segurar o vaso do útero de cabeça para baixo, de modo que as águas da criação possam estar sempre jorrando. Ixchel também é deusa da tecelagem, da magia, da saúde, da cura, da sexualidade, da água e do parto. A libélula é seu animal especial. Quando ela quase foi morta pelo avô por tornar-se amante do Sol, a libélula cantou sobre ela até que se recuperasse.
O símbolo desta deusa é o vaso emborcado do infortúnio. Sobre sua cabeça repousa uma serpente mortífera, suas mãos e pés têm garras afiadas de animais e seus traje é adornado com as cruzes feitas de ossos, emblema da morte.

Diferentes representações de Ixchel
"A essência feminina, quando é comentada, não é mais a essência feminina".
Para as mulheres, a vida é cíclica. No curso de um ciclo completo que corresponde à revolução lunar, a energia da mulher cresce, brilha totalmente e míngua outra vez. Essas mudanças as afetam tanto na sua vida física quanto sexual e psíquica. Se uma mulher quiser viver em harmonia com o ritmo de sua própria natureza, ela deverá submeter-se à ela.

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Ixchel, a deusa da Lua
Em todas as épocas e por toda parte, os homens têm concebido uma Grande-mãe que zela pela humanidade lá do céu. Este conceito pode ser encontrado em praticamente toda a religião e mitologia cujos conteúdos tenham chegado ao nosso conhecimento.
Os maias elegeram Ixchel como sua poderosa Mãe e deusa da Lua. Os mitos da deusa lua e suas características protegem uma verdade que nada mais é do que a realidade subjetiva interior da psicologia feminina.
No passado e nos nossos dias, a Lua representa a imagem do princípio feminino, que é uma função tanto do homem quanto da mulher.
Visualiza-se Ixchel como a Mãe-Lua que mergulha neste tempo e lugar trazendo das estrelas as energias de nossos antepassados. Apresenta-se coroada com serpentes, carregando objetos de rituais tais como, o espelho e plantas sagradas. 

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Arquétipo de provedora da fertilidade
A Lua é uma força fertilizadora de muita eficácia. Faz as sementes germinarem e as plantas crescerem, mas seu poder não termina aqui, pois sem sua ajuda os animais não poderiam gerar filhotes e as mulheres não poderiam ter filhos.
Como o bem-estar de uma tribo pequena depende primeiro de seu contingente humano e, segundo, de seu suprimento de alimentos, imaginem a importância que se reveste a adoração da deusa da Lua.
A Senhora da Lua senta-se sobre ela, enquanto percorre suas fases.
A Lua está diretamente associada aos mistérios da menstruação e aos ciclos da vida humana. Ixchel carrega seu coelho da fertilidade e da abundância.
O coelho sempre foi um amuleto muito estimado e é extremamente poderoso se o coelho tiver sido pego em um cemitério durante a lua cheia. Mas porque um coelho?
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A lua cheia dá a chave do mistério. As marcas que visualizamos a olho nu na Lua são conhecidas como "a marca da lebre".
O Coelho da Páscoa contém um simbolismo que se aproxima dessas idéias. A Páscoa era originariamente uma festa da lua.
Ixchel é a árvore da vida, provedora da fertilidade que garante a continuidade da vida, tanto animal quanto vegetal e humana.
Esta deusa detêm os mistérios da vida e da sexualidade feminina. Ela é deusa do amor, mas não do casamento.

É protetora das mulheres e das crianças. O leite nutritivo flui dos seus seios e o sangue sagrado da vida flui do seu útero. (Códice Madri).

Arquétipo da Vida e da morte
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A deusa da Lua, assim, tanto como provedora da vida e da fertilidade era também, controladora dos poderes destrutivos da natureza, portanto, deusa da morte.
Para nossa mentalidade ocidental é quase impossível conceber um deus que seja ao mesmo tempo gentil e cruel, criador e destruidor. Mas para os adoradores da deusa da Lua não havia contradição, pois ela vivia em fases, manifestando em cada uma delas suas qualidades peculiares.
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Na fase do mundo superior, correspondente à lua brilhante, ela é boa e gentil. Na outra fase, correspondente a lua escura, ela é cruel, destrutiva e má. Assim, a deusa nos mostra primeiro sua face benéfica e depois seu aspecto raivoso.
Ixchel é a Grande-Mãe maia da Vida e da Morte. Na imagem ao lado ela derrama as águas da vida do seu jarro de ventre sobre todos nós. Ixchel, também é a dona dos ossos e das almas dos mortos. Sua festa é realizada em 1 de novembro, Dia dos Mortos. (Códice Dresden)

A teia de Ixchel
Ixchel, tecelã da teia da vida vem até nós para dizer que é hora de nos tornarmos mais criativas, deixarmos fluir a energia da criação e da ousadia. Crie a obra da sua vida, seja pintando um quadro ou tendo um filho, ou até plantando sua primeira árvore.
A criatividade é alimento, costura os rasgos da nossa vitalidade, é cura imediata. É sangue que nutri e nos faz felizes e saudáveis. Portanto, pare agora e se dê um tempo para ser criativa, tecelã de sua teia da vida.
Procure aquelas aquarelas esquecidas no armário da garagem e pinte o 7, ou até talvez um quadro para sua sala de visitas. Se não ficar muito bom, coloque na sala da TV, mas ponha toda sua energia de artista para fora. Não sabe pintar? Tudo bem, então dance ou cante, escreva um romance, ou uma singela poesia. Explore também sua sexualidade e espere seu amado com uma roupa nova e o cabelo arrumado. Tente ser feliz por um dia. Não deixe que nada a detenha, nem que a chamem que um pouco alegre demais. Não faça caso, crie da maneira que achar mais apropriada para você.
Você se sente tolhida na sua criatividade, por que acha que os outros são melhor que você? Pois saiba que ninguém é igual a você. Para de achar motivos para descobrir razões para não criar. Ixchel diz que a totalidade é satisfeita quando você abre seu coração para a criatividade e a vivencia.
É através da nossa conexão com o divino que nós encontramos maneiras de superarmos nossos medos e nos relacionaremos melhor com o mundo como um todo. Abrir-se para a beleza e a magia da Grande-Mãe, observando cada detalhe de sua Criação, nos fará entender as mudanças pelas quais também passamos. Este é o alimento que nutrirá nossa espiritualidade.

Fonte:

Ixchel

Eu faço fios de energia

na teia da criação
Onde nada existia antes
do vazio
para o mundo
eu fio criando a vida
a partir da minha mente
a partir do meu corpo
a partir da minha consciência
do que precisa existir
Agora existe algo novo
e toda a vida é alimentada.



Ixchel, a deusa da Lua maia.

Os Panteões

Vamos começar pelas principais Deusas e Deuses dos panteões cujos povos citei anteriormente, sem descrições nem maiores comentário, apenas o povo e os nomes de suas Deusas e seus Deuses.Certamente, há variações nos nomes das Deusas e dos Deuses. É possível, também, que haja dois (ou mais) nomes que denominem uma Deusa ou um Deus comum. Deixarei para melhor detalhar quando estiver tratando com maior especificidade (quando for pesquisar sobre determinada Deusa ou Deus). Essa lista serve apenas como um guia para iniciar a minha pesquisa.

Grego: Ades, Afrodite, Apolo, Ares, Artemis, Atenas (Palas Atena), Cronos, Deméter, Dionísio, Dríades, Eleusis, Erínias (Fúrias), Eros, Esculápio, Gaia, Hefestos, Hera, Hermes, Hélios, Héstia, Náiades, Nereidas, Pã, Perséfone, Réia, Urano, Zeus, Sátiros.

Egípcio: Aah, Ahi, Aker, Amenófis, Amenófis I, Ammut, Amon, Amon-há, Anhert, Anqet, Anta, Anúbis, Apet, Ápis, Apófis, Astarte, Aton, Atum, Auf, Ausaas, Ba-neb-tetet, Bastet, Bes, buchis, Duamutef, Geb, Hapi, Harakhti, Harmakhis, Haroéris, Harpócrates, Harsiese, Harsomtus, Hátor, Heqet, Herishef, Hesat, Hórus, Hórus de Edfu, Hu, Imhotep, Imset, Ísis, Khepra, Khnum, Khons, Maahes, Maat, Mehen, Mehturt, Mertseger, Meskhent, Min, Minévis, Montu, Mut, Nefertem, Néftis, Nehebkau, Neith, Nekhbet, Nun, Nut, Osíris, Pakhet, Ptah, Path-seker-osíris, Qebehsenuf, Questesh, Rá, Rá-harakhti, Kenenutet, Reshpu, Saa, Satis, Sebek, Seker, Sekhmet, Selkis, Serápis, Seshat, Seth, Shu, Sopd, Sôpdit, Tathenen, Tefnut, Tetun, Thott, Tuéris, Wadjtt, Wepwawet

Maia: Itzamna, Ixchel, Tohil, Chac, Pauahtun, Kinich-ahau, Ah Puch, Vucub Caquix, Hun Hunahpu, Hun Batz e Hun Chouen, Hunapu e Xbalanque

Celta: Nimue, Brigid, Morrigan, Cerridwen, Nuada, Cernunnos, Dagda, Rhiannon, Belenus, Belisama, Aine, Lugh, Mabon, Arawn, Manannan Mac Lir, Taranis, Ogma, Math, Angus Mac Og, Dana, Arianrhod, Badb, Banba, Blodeuwedd, A Dama Branca (Banshee), Dylan, Elaine, Boann, Bran, Cailleach, Druantia, Epona, Eriu, Flidais, Govannon, Gwydion, Gwythyr, Gwynn ap Nud, Herne, Arddhu (O Homem Verde), Llyr, Macha, Math Mathonwy, Nuada (Lud), Scath, Sucellus, Aedh, Aeron, Afagddu, Agrona, Aife, Aife II, Ancamna, Andrasta, Arduinna, Arecurius, Artio, Banghaisghidheach, Belatucadros, Beli, Bendigeidfran, Bodb Dearg, Boudicca, Branwen, Breas, Brianan, Bride, Cailleach Beara, Cailleach Bheur, Cainbre, Conn, Crearwy, Credne, Cruacha, Cymeinfoll, Dioncecht, Don, Donn, Efnisien, Eochaid, Eriu, Etain, Etan, Fand, Fiachra, Finnguala, Fotla, Gilfaethwy, Goibhniu, Gwydion, Gwynn ap Nudd, Hafgan, Hafren, Ilbrech, Ler, Liban, Liasar Llaes Gyffes, llew Llaw Gyffes, Llyr, Luchta, Luchtigern, Mas Ceacht, Mac Cuill, Mac Greine, Maeve, Maponus, Manawydan, Mider, Modron, Nechtain, Nehalennia, Nemain, Nemetona, Nisien, Noudens, Ogmios, Pryderi, Pwyll, Scathach, Sequanna, Silvanus, Sinann, Sirona, Tailltiu, Taran, Tuireann, Uathach, Cocidius, Condatis, Coventina, Cuda, Latis, Matres Domesticae, Mogons, Nodens, Sulis, Abnoda, Damona, Dispater, Esus, Nantsuelta, Rosmerta, Surona, Sucellus, Dewi, Gwynn ap Nudd, Pryderi, Pwyll, Cian, Cliodna, Criedhne, Dian Cecht, Fodla, Goibhniu, Nechtan, Néit, Nemhain, Oenghus.

Romano: Vênus, Apolo, Marte, Diana, Minerva, Saturno, Ceres, Baco, Cupido, Esculápio, Terra, Vulcano, Juno, Mercúrio, Vesta, Plutão, Ops, Urano, Júpiter, Alburno, Alemona, Clitunno, Di indigetes, Fauno, Fides, Juturna, Mantus, Nemausus, Parcas, Poena, Proserpina, Puta, Silvano, Vesta

Fenício: Astartéia, Baal,


Inca:



Asteca:







Fontes:
Abaurre, M.L. et al. português - Língua e Literatura

O Blogue


Há muito tempo venho querendo estudar com maior profundidade as religiões da Antiguidade. Pela religião, mais que por qualquer outro aspecto, podemos conhecer muito os povos que deram origem a sociedade contemporânea. A princípio, minha pesquisa será restrita a alguns povos: Celtas, Nórdicos, Incas, Maias, Astecas, Egípcios, Gregos e Romanos. Notem que são apenas povos politeístas. Meu interesse, por razões pessoais é maior por esses povos. Entretanto, em hipótese alguma excluí a possibilidade de pesquisar sobre outros povos, sejam eles monoteístas ou politeístas.
Segundo o wikipédia, Panteão etimologicamente deriva de pan (todo) e théos (deus) e significa, literalmente, o conjunto de deuses de determinada religião. Há outros significados para a palavra, mas, na minha pesquisa, esse será o seu significado.
Estou com bastantes expectativas por iniciar essa pesquisa. Desejo apreender um bocado de conhecimento e, de repente, encontrar algumas respostas ocultas por aí... ;)