Há muito tempo venho querendo estudar com maior profundidade as religiões da Antiguidade. Pela religião, mais que por qualquer outro aspecto, podemos conhecer muito os povos que deram origem a sociedade contemporânea. Como um povo se relacionava com o ambiente natural e como se dava a organização social são exemplos de características que podem ser conhecidas através da religião.
Além disso, pelo pouco que já pude estudar sobre esse assunto, a espiritualidade tem ficado em segundo plano na vida das pessoas da sociedade em que vivo (cristã patriarcal capitalista) e sempre mascarada. As regras de conduta social oprimem o ser humano e o impedem de viver sua natureza com plenitude. A busca incessante de lucro por parte de "meia dúzia" de seres humanos condena toda a população restante à escravidão serviu chamada "trabalho assalariado". A criatividade é limitada pela lucratividade. As necessidades aumentam como mágica e é necessário aumentar o poder de consumo (dinheiro, crédito, mais dinheiro para pagar o crédito e poder ter mais crédito....). A Natureza toda está sendo degradada, incluindo o ser humano, mesmo que ele já não consiga mais perceber que é parte da Natureza e também está sendo mutilado.
Portanto, essa busca por conhecer a maneira de conduzir a espiritualidade dos povos ancestrais vem com um intuito de resgatar a minha espiritualidade, o meu equilíbrio físico, mental e espiritual e, assim, estar em harmonia com o ambiente do qual faço parte e com o qual componho a Natureza.A princípio, minha pesquisa será restrita a alguns povos: Celtas, Nórdicos, Incas, Maias, Astecas, Egípcios, Gregos e Romanos. Notem que são apenas povos politeístas. Meu interesse é maior por esses povos porque as Deusas e os Deuses normalmente representam aspectos humanos, materiais, enquanto o monoteísmo baseia-se na apresentação de um ideal a ser seguido: no caso, um homem e esse é o segundo ponto que me leva a não ter tanto interesse por deidades como, com o perdão do deboche, o "todo poderoso cristão"¹.
Assim, inicio esse trabalho de pesquisa que é totalmente informal e sem qualquer cunho científico e/ou acadêmico. Aliás, essa obsessão que a sociedade contemporânea tem por comprovações matemáticas reflete o caminho que a espiritualidade vem sendo conduzida.
Um grande professor e psicólogo me disse certa vez que cada era tem o seu deus. O da nossa pode ser a Matemática. Em outras palavras, a necessidade que sentimos de obter respostas para perguntas que dão origem a hipóteses a serem verificadas através de um método científico é uma prática tão religiosa quanto jogar um avião contra um prédio, embora ambas as atitudes defendam um determinado posicionamento político.
Eu utilizarei, então, esse blogue para registrar e organizar os dados recolhidos em minha pesquisa.
Nota:
1. Respeito todas as religiões, entretanto, tenho liberdade para expressar o que penso e o cristianismo se mostra opressivo desde a consolidação da Igreja Católica.